Carnaval



Houve um tempo em que a palavra carnaval era uma senha para a minha alegria de viver chegar ao topo. Feliz, eu sempre fui. Mas quando o carnaval se aproximava...eu não me continha. A vontade era de sair pulando, feito criança – que não anda, saltita.Hoje, quase chegando aos 60, o carnaval já não me diz tanta coisa. Engraçado, né? Quando eu penso em carnaval, só me vêm à cabeça, uns dias de folga – pra viajar, para ir à praia ou para dormir até um pouco mais tarde. Mas, não passo das 9. Mais que isso é desperdiçar o tempo, que já acho muito curto.O carnaval já não é mais o mesmo. Sou de um tempo em que Caetano Veloso e Gilberto Gil lançavam, todo ano, uma música de carnaval – no ritmo de carnaval. Sim, sim, sim, estou ficando velha... Ouvir Pablo Vitar em ritmo de carnaval não me arrebata. Paredões? Tô fora. E Rock, eu prefiro ouvir na própria versão.Por isso, prefiro ir no rastro do “Eu só se fico se você não só se for”, o bloco da 13 de Julho, que faz o resgate dos antigos carnavais, com marchinhas e frevos. No último dia 3, acompanhado do Burundanga e da Orquestra Cajuína, o bloco arrastou uma multidão até o mais antigo, o mais tradicional dos clubes sergipanos, o Cotinguiba. Sem paredão, sem exageros, ele reuniu gente de todas as idades e uma única certeza: o que é bom não passa.

"Eu só se fico se você não só se for






Sônia Pedrosa é formada em Publicidade e Propaganda, pela FACHA – Faculdade de Comunicação e Turismo Hélio Alonso / RJ – e redatora da Conceito Comunicação Integrada / Aracaju/SE


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