Uma agência com conceito em seu DNA


A equipe da Conceito Comunicação Integrada é formada por gente de todas as cores, de todas as formas e pensamentos. É formada por gente que canta, que dança, que escreve, que desenha, que viaja, que ouve música, que atua, que cozinha, gente que conversa com as plantas e com os bichos, que se irrita no trânsito, que se emociona com a lua cheia, que respeita as diferenças. Gente de trajetórias diferentes. Gente que pensa assim e assado. E que não chegou aqui por acaso. Cada um tem uma história para contar.


Crianças e Propaganda

Eu era pequena, ainda nem sabia o que queria ser, na vida, mas já me ligava nos comerciais de TV. A Televisão ainda era em preto e branco e a garota propaganda mais famosa era Neide Aparecida.

Eu achava a Tv uma coisa mágica, uma caixa de hipnotizar pessoas. Por isso, pensava eu, ficava ali, na sala, era o centro de tudo.


Aos 5 anos de idade, eu costumava assistir à TV com minha avó. Ficávamos até tarde vendo balés, teatro e cinema nacional. Além da programação caprichada, o forte, para mim, eram os comerciais. Eles eram os grandes portadores das novidades. Por causa deles, ficava sabendo de lançamentos importantes, no mercado: brinquedos e bonecas da Estrela. Os comerciais das bonecas Jaqueline, Andinha, Amiguinha... O da Jaqueline era inesquecível. Ainda me lembro dela sozinha no meio do cenário insólito e uma voz “gritando” suavemente o seu nome: Jaqueliiiiiine...? Jaqueliiiiine...? E os olhinhos “visorama” da boneca, desses que acompanham o olhar da gente, pra lá e pra cá, como se estivessem procurando a voz. Pronto, era o suficiente para me arrebatar. E assim como eu, várias meninas da minha idade. Para mim, aquela boneca tinha vida, era quase humana. Na hora de dormir, quando pensava nela, ficava com medo. Imaginava que a Jaqueline, de uma hora para outra, podia sair da caixa e ir até a minha cama, me olhar. Suava frio com essa fantasia e terminava chamando a minha mãe.

Naquela época, havia muito comercial machista, racista, seja para vender café, cigarro ou sabonete. É só revirar os alfarrábios e vamos nos deparar com algumas pérolas. A mulher era sempre a dona de casa, a mãe, a esposa suave e dedicada. Criada numa família de mulheres muito independentes, aquilo criava uma confusão na minha cabeça. Lá em casa, não se falava em casamento e sim, em estudar, trabalhar e ser independente – quase uma lavagem cerebral.

Anos depois, quando a publicidade ainda tinha esse ranço machista, fiz Publicidade e Propaganda e, na primeira oportunidade, escrevi sobre isso. Meu professor, André Lázaro, no dia da entrega da nota do trabalho, queria me conhecer – eu não estava na aula. A minha nota tinha sido 10. Ele, certamente, queria saber de onde tinham saído aquelas ideias.

Sônia Pedrosa é formada em Publicidade e Propaganda, pela FACHA – Faculdade de Comunicação e Turismo Hélio Alonso / RJ – e redatora da Conceito Comunicação Integrada / Aracaju/SE

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