Tédio, ferramenta para a criatividade.

O tédio é um inimigo do qual escapamos e, a cada avanço da tecnologia, mais simples se torna essa fuga. Porém, nos enganamos quando o encaramos como desvantagem.






O IMPULSO DO DESACELERAR


Nos pressionarmos para uma alta frequência de produtividade é contraditório, visto que a criatividade sempre foi sinônimo de inovação e produto de uma perspectiva fora do comum, da rotina. A solução, então, trata-se de mudarmos nossos canais. Os criativos sabem que existem diversos métodos ensinados academicamente para provocar novas ideias, mas poucos sabem que não provocar também é estimulante.


BOTÃO DE STAND-BY


A história é prova de que a mente em piloto-automático rende resultados brilhantes. Afinal, foi exatamente durante um momento de reflexão embaixo de uma árvore que Isaac Newton concluiu a lei da gravidade. Em tempos de quarentena, não é preciso uma macieira como Newton, ou uma banheira para chegar a um "Eureka!" no estilo Arquimedes, basta reconhecer seu ritmo de produtividade e como ele pode estar afetando seu mecanismo criativo para identificar quando se deve observar o mundo pela janela ou deixar a mente em "stand-by" enquanto lava a louça que deixou para depois.

Quando nos sobrecarregamos, precisamos de um "respiro", o que não se trata de entrar em modo completamente ocioso, mas de ter mais atenção ao seu redor e nas coisas mundanas, deixando o cérebro livre para processar, com o inconsciente, as informações absorvidas até então.


ABRIR A JANELA E DEIXAR AS IDEIAS ENTRAREM


Há uma forma muito mais simples de ressignificar seu relacionamento com a criatividade na mudança brusca de realidade que estamos vivendo, o simples ato de reconhecer intervalos e buscar conteúdos estimulantes como palestras no youtube ou podcasts com temas não-relacionados a sua tarefa anterior é uma chave acessível e libertadora para a mente criativa.


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